Adaptado no futebol italiano, visto como um dos melhores goleiros do mundo e dono da camisa 1 da seleção brasileira, Julio César já decidiu que não quer voltar para o futebol brasileiro. Apesar da paixão pelo Flamengo, o goleiro quer encerrar a carreira no futebol europeu, de preferência, no Inter de Milão. Em Montevidéu, onde está concentrado com a seleção brasileira para a partida contra o Uruguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, Julio César revelou os planos para o futuro. - Tenho isso em mente. Hoje a gente vê o Ronaldo que voltou, o Adriano. Mas na minha cabeça eu tenho isso bastante resolvido. Não vou dizer 100%, mas é 98% de certeza de que não vou voltar a jogar no Brasil. Tive a experiência de jogar no Brasil e agora estou na Europa. E é uma coisa completamente diferente - disse o goleiro.
Julio César foi revelado nas divisões de base do Flamengo e iniciou sua carreira profissional em 1997, como reserva de Clemer. A titularidade veio no final de 2000. Rapidamente, o goleiro virou ídolo da torcida. No total, foram 285 jogos pelo clube. Mas o camisa 1 da seleção brasileira lembra que além dos seis títulos - quatro estaduais (1999,2000, 2001 e 2004), uma Copa Mercosul (1999) e uma Copa dos Campeões (2001) - pelo clube da Gávea, passou por muitos momentos difíceis com pressão de torcedores e falta de condições para trabalhar. Por isso, a vontade de permanecer até o fim da carreira na Europa. - Estou bem lá na Itália, me sinto em casa em Milan. O Inter de Milão me dá todo o apoio que preciso. Em campo e fora de campo. Então quando você começa a provar essas coisas, você não sente falta nenhuma do futebol brasileiro.
Saudades do Flamengo
Julio César se transferiu para o Inter de Milão em 2004. E também começou a colecionar títulos pelo clube. Este ano conquistou o tetracampeonato italiano. A única saudade do goleiro do Brasil está na arquibancada. - A falta que sinto realmente é da torcida. O calor é completamente diferente. A torcida do Flamengo é algo que cativa. O Maracanã lotado realmente faz falta. Mas em termos de clube, de estrutura, o Flamengo ainda está muito atrasado. E como rubro-negro espero que o clube melhore a estrutura. Aos 29 anos, o goleiro já faz até planos para encerrar a carreira. Quer parar de jogar aos 34 anos para se dedicar a família. Por isso, não se vê como titular na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Mas acha que pode ser útil à seleção como um terceiro goleiro.

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