quinta-feira, 21 de maio de 2009

Seleção Brasileira


Perto de completar dois anos à frente da Seleção Brasileira, Dunga ainda é alvo de críticas por lembrar pouco dos atletas que atuam em clubes nacionais. Nesta quinta-feira, apesar de deixar Ronaldo de fora da lista de convocados para os jogos das Eliminatórias e da Copa das Confederações, o técnico incluiu cinco jogadores que defendem times do País e mais uma vez descartou o rótulo de "equipe estrangeira".
Embora não tenha cedido aos apelos de críticos e torcedores para promover o retorno do camisa nove corintiano à Seleção, Dunga surpreendeu com as convocações do goleiro Victor (Grêmio), dos laterais André Santos (Corinthians) e Kléber (Internacional), do meio-campista Ramires (Cruzeiro) e do atacante Nilmar (Internacional), desfalcando as equipes na reta final da Copa do Brasil e da Libertadores da América, além do início de Campeonato Brasileiro.
Diante das "novidades nacionais", o comandante evitou entrar na polêmica que convoca poucos atletas que brilham nos granmados brasileiros e mostra números que está atento ao que acontece no País. "Quando cheguei (na Seleção), 30% do grupo jogava aqui. São jogadores que já jogaram no Brasil, foram muito bem e por isso grandes clubes da Europa foram atrás deles", afirmou o técnico, em entrevista que anunciou os 22 jogadores convocados.
Acostumado às críticas que o atual elenco possui pouca identificação com o torcedor brasileiro, Dunga tratou de eliminar a separação entre atletas que jogam no País e jogadores que atuam no exterior. "Todos são jogadores brasileiros 100%, têm um prazer imenso em jogar pela Seleção e querem permanecer neste grupo", disse. "O futebol brasileiro tem um bom nível, mas na minha época (de jogador), as negociações ocorriam aos 25 anos e hoje o atleta sai com 17. Agora temos cinco convocados, mas fica difícil recompor esse time a todo momento com jogadores que atuam no Brasil", disse.
Com a marca de dois anos no cargo, que será atingida no meio do ano, o técnico acredita que já conseguiu impor aos jogadores a sua forma de trabalho, mas não vejo a disputa encerrada para a Copa do Mundo de 2010, que será disputada nos mesmos gramados que movimentarão a Copa das Confederações. "Os jogadores compreenderam bem como a gente tranalha, a forma de agir para eles terem o melhor rendimento. Antes de sermos treinador, auxiliar e comissão técnica, estamos prontos para fazer com que os jogaodres se sintam à vontade para fazer o melhor", afirmou.
"Se pegar o que eu falei na Copa América na Venezuela (em 2007), verifica agora que eu não tinha razão. A conduta da comissão técnica com todos os atletas e a verdade estão em cima da mesa. É só checar que vai ver. Mas até a Copa do Mundo muita coisa muda. Se tiver uma lesão e nao chegar em forma, muda tudo, Isso não é definitivo, é só uma base", finalizou.

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